Solidão: quando a dor não é falta de pessoas, é falta de conexão.

Solidão é algo que aparece muito no consultório, mas quase sempre vem sussurrando, né?
Raramente chega dizendo “estou só”.
Geralmente vem como cansaço, desconexão, sensação de não pertencer… como se a vida estivesse acontecendo meio no automático.

Nem toda solidão significa estar sozinho.

Às vezes estamos rodeados de gente e, ainda assim, sentimos um vazio difícil de explicar. Uma sensação de não caber, de não ser visto de verdade, de estar distante até de si mesmo.

Muitas pessoas chegam à terapia dizendo:
“Eu devia estar bem… mas me sinto tão só.”

E quase sempre existe também um esforço enorme para fugir dessa dor — trabalhar demais, se distrair o tempo todo, agradar todo mundo, evitar conversas difíceis. Só que quanto mais tentamos escapar do sentimento, mais nos afastamos daquilo que poderia nos conectar.

Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), o caminho é outro.

Em vez de lutar contra a solidão, aprendemos a abrir espaço para ela com gentileza. A observar pensamentos como “ninguém se importa comigo” ou “eu não pertenço” apenas como pensamentos — não como verdades absolutas.

Aos poucos, a pessoa vai se reconectando com o que realmente importa: seus valores, seus vínculos, sua forma autêntica de estar no mundo.

Porque conexão não nasce de perfeição.
Nasce de presença.

E quando conseguimos estar presentes com nós mesmos, fica muito mais possível construir relações verdadeiras com os outros também.

Você não precisa atravessar a solidão sozinho.
Às vezes, pedir ajuda já é o primeiro passo de volta para casa.

Com amor e presença,

Barbara

 

 

 

 

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